Para ser algo, é preciso ser constante.
Bem, se somos constantementes diferentes a cada dia que passa, significa que não nos somos?
Seria estranho pensarmos que nada somos, afinal, o que é um nada? Se nada não pode ser um vento, pois, podemos o sentir.
Se nada não pode ser nós, pois, podemos nos tocar .. Então, o que de fato, é o nada?
Eis ai uma questão que gostaria de saber. Pois, ao dizermos que o vácuo é o nada, simplesmente, estamos falaciando.
Há no vácuo ar, nem que seja pouco. E o ar, é o ar, e não o nada. Há quem diga que o nada é tudo branco ou tudo preto, porém,
se é branco ou preto, sabemos que é e que ali está. Seria o nada algo tocável e visível aos olhos?
A conclusão nenhuma cheguei. Mas, há certa semelhança entre nós e o nada. Isso é algo inalterável.
Afinal, do nada surgimos. Ao nada estamos expostos. E, não sabemos o que é o nada, não vemos o nada. Assim como,
não nos vemos e não sabemos quem, realmente, somos nós. Mudamos a cada fração de segundos. E só conseguimos ver o que queremos.
Por que, então, quando queremos nos ver, não nos enxergamos? Será um defeito nosso? Ou alguém de fora consegue ver o que somos?
Você, ai, consegue me definir? ... O dia que alguém definir inconstantes, gostaria de estar aqui para aplaudir.
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