terça-feira, 13 de abril de 2010

Ao Léu

Para ser algo, é preciso ser constante.
Bem, se somos constantementes diferentes a cada dia que passa, significa que não nos somos?
Seria estranho pensarmos que nada somos, afinal, o que é um nada? Se nada não pode ser um vento, pois, podemos o sentir.
Se nada não pode ser nós, pois, podemos nos tocar .. Então, o que de fato, é o nada?
Eis ai uma questão que gostaria de saber. Pois, ao dizermos que o vácuo é o nada, simplesmente, estamos falaciando.
Há no vácuo ar, nem que seja pouco. E o ar, é o ar, e não o nada. Há quem diga que o nada é tudo branco ou tudo preto, porém,
se é branco ou preto, sabemos que é e que ali está. Seria o nada algo tocável e visível aos olhos?
A conclusão nenhuma cheguei. Mas, há certa semelhança entre nós e o nada. Isso é algo inalterável.
Afinal, do nada surgimos. Ao nada estamos expostos. E, não sabemos o que é o nada, não vemos o nada. Assim como,
não nos vemos e não sabemos quem, realmente, somos nós. Mudamos a cada fração de segundos. E só conseguimos ver o que queremos.
Por que, então, quando queremos nos ver, não nos enxergamos? Será um defeito nosso? Ou alguém de fora consegue ver o que somos?
Você, ai, consegue me definir? ... O dia que alguém definir inconstantes, gostaria de estar aqui para aplaudir.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Minha pequena prece

Senhor,
Até pouco tempo achava o Senhor, Pai, um Deus muito injusto. Pois, não via sentido para tanta miséria e destruição. E, não entendia por que boas pessoas sempre vão mais depressa, enquanto, as más, ficam. Simplesmente, não acreditava em Sua existência. Hoje, percebi e refleti, após tantos acontecimentos. Sim, Pai, acredito em ti. Enxerguei que não é injustiça e egoísmo Seu e sim, nosso. Nós estamos fazendo por merecer o que nos acontece. Apenas colhemos o que plantamos durante esse tempo todo. E, pessoas inocentes, desvanecem. Enquanto, os homens maus, ficam e destroem mais vidas. Parece injustiça, mas, é muito egoísmo de nós, vivos, acharmos que onde estamos agora é melhor do que o lugar onde residenciam os falecidos. Pois, digo-lhes, não é.
Deus, o Senhor realmente sabe o que faz, o que cria. Os bons livram-se mais depressa dessa loucura, desse sofrimento e mediocridade dessa vida. Enquanto, os maus, ficam e sofrem tudo e com tudo que acontece-lhes. Sofrem com a perde dos bons e, poderão ver o mundo destruindo-lhes sobre a cabeça.
Hoje, agradeço-Lhe por me conceder essa visão abrangente e eficaz. Não me sinto mais atribulada, pois, sei que o Senhor guarda e cuida dos bons como seus verdadeiros e únicos filhos.
Ah, não te esqueças dos bons que ainda moram sob ti, Senhor.
Esses ainda são fracos de cabeça, mas, fortes de coração.

Amém

terça-feira, 6 de abril de 2010

Minha alma, sua alma.

Bem, hoje realmente, estou sem palavras. Não sei por onde começar. Quer dizer, que redundância a minha, eu já comecei. Mas, o que quero lhe passar é que não sei por onde começar escrevendo algo com valor.
Bem eu tentarei, não é o que os grandes fazem? Tentam? Melhor morrer tentando do que morrer sem jamais ter aparentado importância.
Hoje, uma sexta-feira santa, sinto-me. Simplesmente, acho que meus sentimentos apareceram e, olha que eu não sou muito chegada nesse lance de sentimentos. Pra mim há uma razão para tudo. Porém, não encontro a razão para eu ainda sentir um vazio estúpido dentro de mim.
O que será isso? Será que eu estou buscando sentir esse vácuo? Ou apenas ele apareceu?
Será essa a minha alma pedindo por clemência? Pedindo por um pouco de compania estrangeira? Eu, definitivamente, não sei o que pode tampar esse vazio. Ultimamente, meu amigo, tenho tentado de tudo. Até parar de pensar eu tentei, mas, ainda não funcionou por completo. O que nos faz ser tão especiais? Por que temos a capacidade de pensar e, os animais não? Por que mesmo tendo essa capacidade, nós ainda sentimos necessidades e nunca a suprimos? Por que destruímos algo que nunca nos pertenceu e, pensamos que nos pertence? Por que os animais, cujo raciocínio é praticamente nulo, não destroem o que lhes pertence? Por que eles não sofrem como nós? Cadê a necessidade deles? As vezes, gostaria de me sentir irracional. Talvez, tal necessidade, tais perguntas, não estariam surgindo e eu, simplesmente, não estaria sentindo esse vazio, pois, não estaria pensando nele ou em como o suprirei.
Enfim, não estou conseguindo encontrar todas as respostas sozinha. Não sei como encontrá-las em compania de um indivíduo. Não sei se alguém pode me ajudar. Porque me parece que ninguém se importa. É tudo muito complexo para alguém querer parar e pensar.
É muito complexo tentar entender tudo o que acabo de falar. E, é por isso, que muitas vezes escrevo apenas pra mim. Só eu tenho a astúcia de me entender. É, acho que só sobrevivirei se continuar sozinha. Companias só trazem mais vazio depois que elas partem. Não quero experimentar isso novamente.
Nossa, estou escrevendo confusamente. Acabo de me declarar vazia e mal. E logo após, digo que me sinto melhor sozinha. Realmente, não tenho o que falar. Devo estar perplexa demais com muitos acontecimentos. Somente. Porém, algo importante me ocorreu hoje, eu senti.
E sabe, sentir é bom. Traz uma vontade de estar. É como se você tivesse a prova de que ainda está vivo. Apesar de ser completamente racional, ao sentir, só utilizamos a parte inconsciente do cérebro e , que na minha opinião, se usássemos mais essa parte, não destruiríamos muitos pertences não-nossos, muitos corações, muitas vidas. Nós nos colocaríamos no lugar, iríamos sentir ao invés de pensar. O pensamento até então, só nos trouxe discórdia, aflição.
Cadê a parte cativante do nosso comportamento humano? Cadê a vontade de ajudar ou de amar alguém estranho? Onde foi parar as nossas almas?
Se alguém, em algum dia, num determinado local conseguir me responder, eu me sentirei completa.